09 de Novembro de 2006

As duas quedas de Ted Haggard

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Fé e Crença

Um santo a menos e um ser humano a mais, e ainda um pecador impenitente.

Ted Haggard era até semana passada pastor principal da New Life Church, uma mega-igreja com 14 mil membros e dezenas de ramificações sediada em Colorado Springs. Um dos evangélicos mais influentes dos Estados Unidos, Haggard era presidente da Associação Evangélica Norte-Americana (que reúne 45.000 igrejas e 30 milhões de membros) e tinha encontros semanais com o presidente Bush e outros oficiais da Casa Branca. Ted Haggard era porta-voz exemplar dos valores associados aos evangélicos tradicionais, defendendo por exemplo o criacionismo contra ateístas articulados e ativistas como Richard Dawkins, e participando ativamente da campanha para limitar os direitos dos homossexuais no seu estado.

Na quinta-feira Haggard afastou-se voluntariamente de seus cargos na igreja e na Associação Evangélica, a partir de uma acusação de envolvimento com drogas e prostituição. Um sujeito chamado Mike Jones, ex-prostituto homossexual, alegara numa entrevista que durante três anos tinha vendido acesso a seu corpo e à droga meth a um homem que descobriu mais tarde, assistindo televisão, ser o pastor Haggard.

Mike Jones, que se afirma cristão, disse que o que motivou a vir a público com a sua denúncia foi descobrir que Ted Haggard e sua igreja apoiavam ativamente a proposta para tornar ilegal no Colorado o casamento de homossexuais. “Chorei muitas noites, em dúvida sobre se deveria fazer isso… mas concluí que era a coisa certa a se fazer”. Segundo Jones ele e Haggard viam-se cerca de uma vez por mês, e o pastor pagava 200 dólares em dinheiro por uma sessão de menos de uma hora. “Não era emocional”, garante Jones. “Era coisa física, estritamente física”. Jones afirmava ainda ter gravações “reveladoras” da voz de Haggard tiradas da sua secretária eletrônica.

A primeira reação de Haggard foi negar por completo as acusações. “Nunca tive um relacionamento homossexual com quem quer que seja. Estou firme com a minha esposa. Sou fiel à minha esposa,” disse Haggard, que é casado e tem cinco filhos. Perguntado se conhecia seu acusador, Mike Jones, garantiu que não, explicando ainda que afastara-se temporariamente do pastorado porque não podia “continuar a ministrar debaixo da nuvem criada pelas acusações feitas na entrevista de rádio desta manhã”.

No dia seguinte Haggard viu-se forçado a modificar sua versão. Ele agora admitia ter recebido uma massagem do homem que o acusava, mas negava ter mantido relações sexuais com ele; confessava ter comprado metanfetamina, mas “tinha comprado por curiosidade e jogado fora”. Para acreditar nessa versão era preciso mais fé do que na primeira, mas os membros da New Life Church estavam ali para fornecer esse improvável apoio. “A reação na igreja foi de tristeza e surpresa”, disse um dos pastores associados, “mas acreditamos nele. Estamos do lado dele”.

No sábado, no entanto, o corpo administrativo da igreja decidiu pela exclusão definitiva de Haggard, porque uma investigação interna havia “provado sem qualquer dúvida que o pastor Haggard cometeu conduta sexual imoral”.

Um trecho da declaração:

O texto do estatuto da nossa igreja afirma que na qualidade de supervisores devemos decidir, em casos em que o pastor principal demonstrou “conduta imoral”, se devemos “afastar o pastor de sua posição ou discipliná-lo do modo como acharmos necessário”.

Em consulta com líderes evangélicos e especialistas no tipo de comportamento demonstrado pelo pastor Haggard, decidimos que a medida mais positiva e produtiva para nossa igreja é sua dispensa e remoção (dismissal and removal).

Finalmente, pressionado por todos os lados e três dias depois da acusação inicial, Haggard admitiu, numa carta lida para sua congregação no domingo de manhã, ser culpado de “imoralidade sexual” e de ter cedido aos impulsos “sombrios e repulsivos” (dark and repulsive) que o “perseguiram durante toda a vida”.

Trechos da carta:

Por longos períodos eu conseguia desfrutar da vitória e regozijar-me na liberdade. Mas periodicamente a sujeira de que eu pensava ter me livrado voltava à superfície, e eu me pegava acalentando idéias e experimentando desejos contrários a tudo que eu cria e ensinava.

As acusações feitas contra mim não são todas verdadeiras, mas uma porção suficiente delas é verdadeira para justificar que eu tenha sido afastado.

* * *

Ted Haggard não é o primeiro pastor evangélico envolvido num escândalo sexual extra-marital, mas é certamente o primeiro do seu porte a ser pressionado a admitir uma transgressão que é tida nesse meio como particularmente abominável e sórdida, a relação sexual entre homens.

O que acho revelador neste caso é que no fim das contas, para si mesmo e para seus pares, a transgressão essencial de Haggard foi mesmo ter cedido a uma “conduta sexual imoral”. Qualquer outra eventual falha de caráter não é para comparar com a enormidade dessa baixeza, e é manifestamente por causa dela que o corpo administrativo da igreja viu-se forçado a remover do cargo o seu pastor. As verdadeiras falhas morais, fica implícito nessa reação coreografada, são todas da carne, e devemos orar no sentido de ver restaurada a castidade do pastor.

Essa linguagem supostamente piedosa só serve como cortina de fumaça para encobrir a verdade, que o pecado essencial de Haggard não foi – e nunca é – sexual.

Os cristãos podem ostentar um longo currículo de glorificação do sexo via sua demonização, mas não era assim no tempo e na ótica de Jesus. É natural que Jesus não ignorava o terrível potencial do sexo para promover o rompimento de relações entre gente que deveria se amar e respeitar; no seu tempo o emblema mais evidente desse potencial estava no adultério.

A diferença está em que Jesus não escolhia ignorar, como fazemos, que a imoralidade sexual (entendida como qualquer desejo ou conduta sexual que acaba promovendo alguma ruptura num relacionamento que deveria se caracterizar pela integridade) é coisa tão generalizada que se formos julgados ou julgar por ela não restará um sequer para continuar tocando o barco.

Para começar, Jesus minou nossas mais queridas seguranças quando opinou que sexo na cabeça é indistinguível do sexo no corpo: basta desejar uma mulher para ter adulterado com ela “no coração”. Jesus não estava com isso sustentando a ilusão de que com alguma disciplina nossas cabeças podem viver livres de imoralidade sexual; ele queria demonstrar o contrário, que os mais castos na carne permanecem ainda culpados dela.

Para Jesus, que não tinha aparentemente as nossas ilusões, a imoralidade sexual é coisa generalizada: um homem não vai pagar um prostituto apenas por uma massagem, e uma mulher não vai tirar água do poço fora de hora se não tiver mais do que um marido para esconder. O espírito pode estar muito vivo e bem-disposto, mas a carne não está morta. Numa das passagens mais esclarecedoras da sua postura a respeito do assunto, Jesus pede aos fariseus que estão “sem pecado” que atirem a primeira pedra numa mulher apanhada em adultério. Tremendamente mais honestos do que nós, os desafiados afastam-se um a um, dos mais velhos aos mais jovens. A coragem e honestidade desses homens fica enfatizada na confissão tácita, devido à peculiaridade da circunstância, de que seu pecado também era de natureza sexual. Os fariseus daquela época eram – pasme-se – menos fariseus do que nós.

Finalmente, quando todos os acusadores partem sentindo-se culpados e deixando em paz a mulher adúltera, Jesus exibe uma postura inesperada e maravilhosa, que os cristãos de todas as épocas têm encontrado a maior dificuldade para engolir. O Filho do Homem rejeita a solução simples que seria dizer “Eu te perdôo” antes de concluir com o conhecido “Vá e não peques mais”.

Embora reconheça a pisada de bola da mulher e recomende que ela não caia mais nessa roubada, o que Jesus diz a respeito da conduta da adúltera é – surpreendentemente, terrivelmente, inconcebivelmente – “Eu também não te condeno”.

O termo grego para condenar pode ser traduzido intercambiavelmente como “julgar”. A postura de Jesus nessa passagem pode ser então reconstruída da seguinte forma: “como vejo que o pecado sexual é coisa tão generalizada e inescapável (‘onde estão os que te acusavam?’), recuso-me a julgar você a partir dela. Agora me deixe em paz escrevendo na areia antes que eu perca o fio da meada. E não me faça mais isso”.

A posição de Jesus a respeito da imoralidade sexual é essencialmente essa: eu não condeno você. Há naturalmente o adendo, “não faça mais isso”, mas esse condição só se torna ao mesmo tempo concebível e atraente quando você absorve a manignanimidade da postura inicial. Esse sujeito saca qual é a minha e mesmo assim não me rejeita. Ele conhece meus impulsos e atos mais “repulsivos e sombrios”, e só pede que eu não ceda a eles por amor à minha integridade, e com a autoridade singular de quem não me condena por eles.

Enquanto isso vejo as imagens de arquivo da congregação da New Life Church chorando diante da leitura da carta em que Ted Haggard confessa sua imoralidade sexual. Nosso grande e querido líder caiu na carne e da forma mais grotesca, é o que sentem e lamentam os membros daquela igreja, convidando-nos assim a sentir e lamentar o mesmo. Porém se choramos por essa razão pré-codificada demonstramos não ter uma sombra da maturidade de Jesus, que sabia que o teor da carta de Haggard poderia permanecer inalterado e se aplicaria ainda assim a todos e a qualquer um. Qualquer membro da New Life Church, qualquer cristão de qualquer época; eu, meu pai, minhas irmãs, todos os papas, Billy Graham, Madre Teresa, Martin Luther King ou Martinho Lutero. Não há um santo sequer, não há um com a ficha limpa em atos e intenções. Deveríamos estar chorando a nossa própria incongruência, e não celebrando com nossas lágrimas a captura de mais um conveniente bode expiatório, em quem projetávamos a santidade que sabemos não ter.

Ainda mais revelador nas lágrimas da New Life Church diante dessa confissão de “imoralidade sexual” é que elas comprovam que os membros da igreja ansiavam por um líder que se definisse essencialmente pela sua castidade – dito de outra forma, ansiavam por um líder espiritual que se definisse pelo sexo. Eles não estariam chorando da mesma forma se Haggard tivesse sido apanhado meramente roubando um banco, transando drogas ou contratando um hitman para apagar Richard Dawkins. Uma igreja obcecada por sexo: é o que dois mil anos de cristianismo conseguiram produzir. Você, caro pastor, precisa ser dispensado e removido da nossa presença por não se mostrar à altura dos padrões que ninguém consegue seguir, mas pelos quais fingimos nos definir. Que venha outro que tenha a decência de manter seus impulsos no campo da intenção.

* * *

Eu não condeno você, é o que Jesus teria dito a Ted Haggard.

Não por isso, pelo menos.

Porque o mesmo Jesus que acolhia com paciência prostitutas, adúlteros e reincidentes (setenta vezes sete, e contando) não demonstrava um mínimo de compaixão diante de quem se rebaixava à hipocrisia. Da inconsistência sexual aparentemente ninguém escapa, mas cometer hipocrisia é que era para Jesus pecado particularmente abominável, o impulso “sombrio e repulsivo” por excelência. Ele reservava todo um repertório de imprecações (ninhada de víboras, impostores, carne em decomposição dentro de sepulturas bem pintadas) para condenar (agora sim) os que se alardeavam como santos e exigiam dos outros a postura que não sustentavam nem mesmo para si.

Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais.
Lucas 11:46

O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade.
Lucas 11:39

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!
Mateus 23:13

Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
Mateus 15:7-9

Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!
Mateus 23:24

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!
Mateus 23:27

Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.
Mateus 7:1-5

E castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.
Mateus 24:51

A queda de Haggard deixou expostas não apenas a fragilidade do discurso evangélico, mas as engrenagens do mais essencial mecanismo psicanalítico: no campo sexual, sentimo-nos estranhamente atraídos e vivemos paradoxalmente obcecados por aquilo que passamos a vida condenando. Talvez seja por isso que a sentença eu-não-condeno-você de Jesus seja tão excepcionalmente rara: porque para proferi-la sem que seja só da boca para fora (e no meu caso é naturalmente apenas da boca para fora) é preciso que o sujeito não tenha ele mesmo nenhuma neura sexual.

O pecado que Haggard e seus amigos deveriam estar lamentando não é a imoralidade sexual, pela qual Jesus recusou-se a julgar, mas a hipocrisia, que ele não se cansava de denunciar. Concentrar nossa atenção no aspecto sexual da transgressão é mero artifício a fim de sustentar a farsa que a conduta insuficiente de Haggard ameaçou por um momento derrubar. Alguém coloque outro depressa no lugar: preciso de um homem para idealizar, e é pra agora.

A grande mancada de Ted Haggard foi a segunda. Não está em ter cometido a gafe de ser apanhado no que outros tomam maiores cuidados para não trazer a público, mas em recusar-se a encarar e expor a extensão da sua hipocrisia e da nossa.

A transgressão que deveria estar sendo exposta e chorada neste momento é a única que tirava do sério o homem que afirmamos seguir: a hipocrisia religiosa. A hipocrisia é uma forma brutal de incredulidade, de tirania e de rebelião. Hipócrita é quem vive gastando recursos para sustentar uma ilusão, porque prefere de longe esse terrível investimento a ter de enfrentar a realidade da sua insuficiência e contradição essencial. É pagar a máscara de sanidade para não ter de encarar a necessidade de recorrer ao médico. É desclassificar os outros por aquilo que nós mesmos não somos capazes de resolver. É projetar sobre os outros a culpa que é essencialmente nossa.

Jesus era conhecido por congraçar-se com pecadores e prostitutas; Ted Haggard, por outro lado, nunca mais será visto entre homossexuais, mesmo que já tenha descoberto que não precisava pagar para desfrutar da companhia deles.



27 Comentários a respeito de "As duas quedas de Ted Haggard"

hernan

Como comentar quando não há palavras que valham? Estou assim, sem palavras.

Soli Deo Gloria, como costuma encerrar o Gondim.



Joao Bolzan

So mesmo Jesus poderia agir como agiu com aquela adultera – que representa todos nos, pois igualmente violamos o principio ultimo de nosso existencia – Movido por compaixao (literalmente moveu-se em suas entranhas) foi simpatico (sofrer com, ao lado de…) ofereceu perdao e uma nova vida. Com Cristo aprendemos ou pelo menos deveriamos, a ser tardios no julgar e prontos a perdoar…



Khalil

Curiosamente abordei a passagem da mulher adultera, ontem, em meu blog. Havia lido um post falando a respeito do Haggard e me perguntei o que faria Jesus em seus passos.

Além de tudo o que você tão bem abordou, espanta-me o fato da Igreja expulsar um pecador. Alguém deveria ter dito: Vamos todos embora e o último a sair, tranque a porta por favor.



hernan

Sobre expulsar pecadores, é a atitude exata e diametralmente oposta à de Jesus, que afirmou expressamente mais de uma vez que veio justamente buscar [e não expulsar] pecadores.



Lou Mello

Desse jeito vou ter que reabrir a Gruta antes do que imaginei. Lá caras como esses são aceitos e sem fazer cadastro.



Nelson Costa

Mais um na caverna.



Marconi Bartholi

Eu sempre desconfiei que ele era humano!



Anonymous

É…

A igreja está pronta para receber os piores entre os pecadores, com um maravilhoso discurso sobre perdão e aceitação irrestritos.

Até a “conversão”.

A partir daí, é cada um por si e deus contra todos, principalmente em questões que envolvam sexualidade.



Tato Egg

Opa! Não sou ilustre desconhecido, não (desconhecido até pode ser).

Apenas esqueci de assinar.



André Antonio

Parabéns, Paulo! A gente sente que está diante da verdade, quando, ao fita-la, nossas entranhas se contorcem e a vontade é se esconder de vergonha.

Seu texto não é, prioritariamente, sobre o pastor americano. É sobre mim! E desconfio que seja sobre todos que o leram tambem!



Tiago André

Sobre mim este texto não é!

E viva a hipocrisia…



rick (LH)

Outro dia conversando com alguns ermãos da egreja sobre sexualidade, falamos do Martin Luther King, que ele “caia” constantemente em adultério, e tristemente a conclusao a que se chegou é a que ele caiu no conceito da maioria por causa desse pecadão, e que se não tivesse essa obsessão poderia ser muito mais usado por Deus…

Sendo assim, o que será de mim??



Ramalho

Paulo, impressionante como somos mais fariseus que os próprios. Jesus certa vez disse que se a nossa justiça não excedesse em muito a dos escribas e fariseus… Minha triste conclusão ao ler o seu texto é de como nem ao nível de fariseu eu cheguei ainda.

Condenar Haggard foi fácil, a melhor maneira de se auto-elogiar é criticar e condenar alguém.

Valeu pelo puxão de orelhas!



Volney

O pecado é também descrito como errar o alvo. O seu texto acertou no pecado certo.

É estranho que a hipocrisia não esteja entre os 7 pecados capitais.

Vale a pena mais reflexão sobre o tema (autenticidade, veracidade, transparência) e ‘menas’ ênfase na sexualidade.



Luiz Ferreira

O que mais se ataca, isso se faz

Isso já não é novidade. já vimos outros que se julgavam assessores diretos de Deus, policiais da moralidade-hipócrita-evangélica, serem expostos pelas sua pulsões mais secretas quase sempre no campo sexual. O que eles mais atacam isso eles fazem. Também, isso é um reflexo da sociedade americana, puritana e fundamentalista. Enquanto essas pessoas não deixarem de servir ao evangelicismo e ao “deus” evangélico-protestante, e passarem a servir ao DEUS da graça salvadora e da misericordia redentora-transformadora, serão sempre surpreendidos pelo fracasso de suas religiões e por sua pulsões.

Só a cruz liberta!



G. Amorim

Não sei se existe no cristianismo, algum outro pecado que sexual. O que é uma pena! Pois Cristo nos chama para reavaliarmos o nosso interior, só que essa reavaliação pode custar nossa crença denominacional. E isso nos assusta mais do que qualquer satanás e seus anjos.



Fábio Borges

Mais um [como todos, sem exceção], que necessita da misericóridia de Deus.

E o que o diferencia [em intenção e atitude, não em consequência] do pequeno ‘membro’ que simplesmente conta mentiras?

Definitvamente a Igreja não é para os pecadores e os que precisam de Jesus.



Ricardo Wesley

Fabuloso texto! Acho que você acerta no principal problema do Ted, e nosso também…

Seria bom também ouvir sua opinião sobre outro problema, menor, mas que compõe esse quadro: o quanto somos expostos a um bombardeio de uma sexualidade desfocada, “de menos” (e não “demais”), que nos confunde e nos atordoa…

Não é apenas o cristianismo de nossas igrejas que é obssessivo com a sexualidade… o mundo ao redor está assim, e nos obscurece a vista pra vermos o que há de bom no que foi criado por Deus e manchado pela nossa natureza.



hernan

Ricardo, acho que uma boa medida da obssessão sexual de nossa sociedade deve-se justamente ao trabalho milenar do cristianismo, ao menos no que concerne ao Brasil e ao ocidente todo.



Farah

Eu quero colocar uma questão interessante, passei um periodo curto de tempo no Bahrain. Um conjunto de ilhas, pequenas ilhas para ser exato. Um Reino ligado por uma ponte de 20 Km à Arabia Saudita. O Bahrain funciona como um amortecedor cultural entre o regime islâmico tradicionalista dos Sauditas, e os estrangeiros que trabalham na região. Quer dizer as coisas não são assim tão rigorosas no Bahrain, vc pode ir a um restaurante e vai encontrar vinho, cerveja, whiskey e outras extravagâncias ocidentais, como também é possivel encontrar garôtas thailandesas, russas, romenas, e outras, nos hoteis e em algumas casas noturnas. Nada explicito mas na verdade as coisas estão lá, afinal os americanos, alemães, franceses, brasileiros e os jovens sauditas estão por lá com os bolsos cheios de dólares, isso para nem entrar na questão do dinheiro local, que compra um dólar com 0,30 centavos.

Mas eu falei tudo isto para chegar num ponto, eu fiquei duas semanas sem ver um outdoor de mulher de biquini vendendo cerveja, ou revistas com mulheres nuas, nenhuma minisaia, nada de exposições erótico-sensuais, provocação zero.

Isso acaba deixando os sentidos de qualquer um que tenha saido do Brasil a flôr da pele. Quero dizer vc acaba indo buscar emoção em qualquer pedacinho de pele, 7 centimetros de tornozelo são uma viagem, vc tem que ver aqueles olhos negros e lindos e simplesmente imaginar o que está por debaixo daquelas Abayas de seda negra. Que diga-se de passagem normalmente é um vestido Chanel, Prada ou Givanchy. Eu estou enrolando muito aqui mas vou chegar na questão. Estava pensando se o ambiente num templo não é muito parecido com essa situação? Tudo é explicitamente proibido, mas ao mesmo tempo tudo está ali e o pastor é o lider, impecável guardião da moral ilibada, muito poder sobre as fiéis, eventualmente… como me disse um fiscal do Ibama a gente fiscaliza mas as vezes desfiscaliza também.



rubens osorio

Farah, dexa eu te contá uma estorinha:

Um moço foi fazer exames psicológicos; o psiquiatra mostra-lhe uma série de manchas (Roschard?) e pede-lhe para dizer a primeira idéia que vier à cabeça:

Figura 1, e o moço: “sexo”;

Figura 2, e o moço: “sexo”;

e assim por diante (fig 3, 4, 5) para todas a resposta era “sexo”.

Preocupado, o médico interrompe e pergunta: “Vc só pensa em sexo?”

O moço responde: “O sr. só me mostra figura pornográfica!”

Ah, 7 cm de tornozelo – que sexy!



João Lucas

Equilíbrio. Uma bela palavra, pena que cada vez mais distante da realidade espiritual de hoje. De um lado os hipócritas, que crêem veementemente que para Deus holocaustos são mais importantes que o exercício da misericórdia. De outro os ditos “esclarecidos”, que enxergam o farisaísmo de muitos “cristãos” e que por esse fato encontram-se enclausurados no poço da frustração. Sinto como se tentassem justificar o pecado, olham especificamente para a fraqueza do homem, para sua debilidade em viver uma vida de pureza, em detrimento do poder de Deus que se aperfeiçoa na fraqueza. Que fique claro que o maior pecado de Ted Hagard não foi a hipocrisia, ela é apenas uma consequência. O maior pecado de Ted foi basicamente dar lugar à carne, em vez de andar no espírito. Chega de justificarmos os nossos erros pelo prisma da hipocrisia, é preciso que deixemos de olhar para o homem, posto que o mesmo em si é um eterno frcassado. É preciso que olhemos firmemente para o autor e consumador da nossa fé, Cristo Jesus e clamarmos dia após dia por sua misericórdia sobre nossas vidas, para que assim possamos andar no Espírito e assim viver uma vida de vitória. Uma vida de pureza é possível sim! Quando em Cristo, através de seu espírito. Que Deus nos conceda a graça de podermos de fato vivenciar a cada dia uma vida de santidade, que só nEle é possível.



Rubens Osorio

Sou um homem perfeito. Até defeitos tenho!!!

O maior pecado do Ted foi esquecer que é um homem. E continuará sendo até que…



R. M. Carneiro

Estou triste, dói muito.

Prego, ensino a Verdade.

Peco, peço perdão, sou perdoada por ELE.

Mas continua doendo ver o poder destruidor do pecado em qualquer pessoa que seja.

Pecado tem consequências, maiores ou menores, mas isto não importa, o q importa é que mata o pecador. E dói no “corpo de Cristo”.

E a impressão que tenho é que o diabo ganhou esta; o homossexualismo vai ganhar mais força na mídia e mais adeptos.

E nós vamos continuar pregando a Verdade como um “bando de fanáticos ensandecidos” e sem amor. Como evangelicos estamos sendo colocados no mesmo “balaio” como hipócritas, que sempre jogarão a primeira pedra.

Todos pecaram e todos carecemos da glória de Deus. E todos disseram amem!

Continua doendo… preciso do Bálsamo de Gileade.

Hojé a bola da vez é o Ted, depois sabe-se lá quem.

Volta logo Jesus!



ANTONIO JOSE FERRO JUNIOR

Li com muito cuidado sem perder o sentido do ensino e voltei para o texto do livro do profeta Isaías 11. 1-5, cuja atenção volto para o tema: O reinado pacífico do rebento de Jessé ou O reino pacífico e próspero do Messias.

Vejamos o vs. 3 “Deleitar-se-á no temor do Senhor e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos”… Tenho eu que o maior problema nosso é ainda a hiprocrisia religiosa; pois muitos de nós fomos reprimidos, sufocados, simplesmente por uma palavra pecado; Davi já aprendeu dizendo “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.”



N. ARAUJO

“A lição já sabemos de cor, só nos resta aprender.”



Reinaldo de Almeida

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