Uma das primeiras coisas que aprendi lendo Borges é que os bons livros tem a extraordinária virtude adicional de indicar outros bons livros e autores. A excelência é generosa e aponta sempre para fora.
Os sáites da internet têm, naturalmente, o mesmo defeito e a mesma virtude. A oferta é tanta que fica difícil garimpar a excelência; mas basta encontrar uma única pérola para encontra o mapa do tesouro.
O notabilíssimo Giornale Nuovo apresentou-me, por exemplo, ao vertiginoso BibliOdissey, que por sua vez conduziu-me à indecifrável Agência Eureka, que estou indicando agora.
Nada sei sobre a Agência, a não ser que é pilotada pela adorável Pita de seu posto privilegiado na província de Ródano-Alpes, na França – onde mora (aparentemente só) numa casa com paredes amarelas e portas verdes com uma gata chamada (creia-me) Mimi. No que me diz respeito, poucos sáites da internet são mais irresistíveis do que a Agência – que já me custou tantas horas de prazer ilícito que posso ter de processar a Pita por causa disso.
Há aqui tudo que é nostálgico, retrô, kitsch, antiquado, de bibelô, arquetípico, cheirando a guardado. Fotos de artistas de cinema, cartões postais, bonecas de papel, livros infantis, gravuras, ilustrações, anúncios de revista, moda, perfume, folhetos turísticos, decalcomanias: tudo deliciosamente clicável, levando sempre a versões maiores, e com links preciosos para as coleções originais. A Agência é uma atordoante e aleatória (por isso completa) coleção das efêmeras artes visuais da primeira (e única) metade do século XX.
Veja com seus próprios olhos e não diga que não avisei:
Agência Eureka
Depois de conferir a página principal certifique-se de devassar os generosos arquivos (acessíveis no sáite pela coluna da direita).
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Pita tem também um repositório de imagens aqui.





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