Estudos para um manual de segurança
Ilustração
Inspirados malemar no traço memorável de Paul Coker, ilustre ilustrador da revista MAD.


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Manuscritos estocados em Dezembro do Anno 2006 de Nosso Senhor
26 de Dezembro de 2006
Estudos para um manual de segurançaIlustraçãoInspirados malemar no traço memorável de Paul Coker, ilustre ilustrador da revista MAD.
25 de Dezembro de 2006
Concerto de Natal 2006 – Gravação do ensaioMP3Aqui no Monastério seguimos uma tradição milenar, que começou este ano, de promover um ambicioso Concerto di Natale na noite de 24 de dezembro, no auditório da Capelinha de Melão. Esta gravação contém trechos do último ensaio da orquestra, realizado na tarde do dia da apresentação.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Concerto di Natale 2006 – Prova, Orquestra Sinfônica do Monastério de São Brabo 24 de Dezembro de 2006
Novos significados a costumes herdadosDivino preconceito, História
Cristo foi o maior dos combatentes pioneiros na batalha contra o inimigo mundial, o judeu [...] A obra que Cristo começou mas não conseguiu terminar, eu – Adolf Hitler – concluirei.
Adolf Hitler, Natal de 1926
Meu sentimento como cristão aponta-me para meu Senhor e Salvador na qualidade de combatente. Aponta-me para o homem solitário que, cercado por poucos seguidores, reconheceu esses judeus pelo que são e convocou homens para lutar contra eles e que – verdade de Deus! – foi maior não como sofredor mas como combatente.
Em plenitude de amor como cristão e como homem leio a passagem que conta como o Senhor finalmente ergueu-se em seu poder e empunhou seu açoite a fim de expulsar do Templo a raça de víboras e serpentes. Quão formidável foi sua luta contra o veneno judeu.
Adolf Hitler, 12 de abril de 1922
Uma cerimônia de Natal baseada em eventos e referências que as pessoas hoje em dia não compreendem não produz bem, mas mal. Suscita apenas desconfiança contra os nossos objetivos, não confiança em nossa habilidade de liderar o povo espiritualmente (o que é mais do que necessário). Quando olhamos as coisas de forma correta, não temos motivo para não dar novos significados a costumes herdados, desde que vejamos neles um bom número de possibilidades políticas.
Hannes Kremer, pensador nazista,
Quatro mil convidados aplaudiram entusiasticamente [o discurso de Natal de 1921] quando Hitler condenou o “mamonístico materialismo” que degradava o feriado, culpa dos “judeus covardes, que pregaram na cruz o liberador do mundo”.
Joe Perry, Nazifying Christmas
Narração do filme
“A pátria celebra o quarto Natal da guerra, protegida por uma sólida frente de batalha. Artistas do sexo feminino e esposas de artistas preparam pacotes para serem enviados pelo correio aos combatentes. Estudantes também envolve-se com entusiasmo quando se trata de fazer felizes os soldados do fronte. Enfermeiras de um hospital militar na costa do canal preparam presentes de Natal para a frente oriental. Os pequeninos preparam uma surpresa para seu papai no campo de batalha. A noite antes do Natal num hospital militar. Véspera de Natal. Os sinos indicam o início da comemoração do Natal. Seu tinido ressoa sobre terra e mar, a fim de levar a nossos soldados de todas as frentes as saudações da pátria.” 23 de Dezembro de 2006
ParábolaSonhosEu estava no corredor de uma escola ao lado de um menino de pouco mais de dez anos que não tinha qualquer interesse em conversar comigo. Eu havia sido chamado por um professor (que permanecia à distância) para tentar decifrar uma dissertação daquele menino, um texto que consistia num único e compacto parágrafo inteiramente lúcido e coerente mas incompreensível em sua esmagadora originalidade e independência intelectual. Deixei o texto de lado e tentei sondar o garoto. Sem descruzar os braços e rebaixando-se a procurar um modo de ilustrar o que parecia saber-me inteiramente capaz de apreender, o menino disse: – Imagine uma nevasca. Uma nevasca que reduza tudo e todos à imobilidade. Imaginei. Ele prosseguiu fazendo uma longa pausa entre uma pausa e outra, como se falasse com uma criança. – Em condições assim, pode acontecer de em meio à humanidade surgir, sem ser percebido, um útero. Dentro deste útero pode chegar a desenvolver-se, em silêncio e quietude, uma nova humanidade. Mantidas as condições de anonimidade e sossego, essa nova humanidade pode chegar a nascer. Depois de acordar pensei em Jesus e em Nietzsche, mas no sonho não me ocorreu nada além de concordar. – Pois – reclamou o menino, profundamente ofendido – comecei a escrever um texto narrando como poderia ser esse processo, e meus professores recusaram-se a avaliá-lo positivamente. “Onde está o conflito?” eles perguntaram. “Onde está o desenvolvimento dos personagens?”. Eles alegaram, entenda, que naquela história nada acontecia, quando era justamente esse o meu ponto.
Na noite de ontem para hoje. 22 de Dezembro de 2006
Gone in 90 secondsFé e CrençaA história das grandes religiões mundiais em 90 segundos. Quem ri por último ri por último. Fonte: mapsofwar.com Você está examinando
os arquivos dBacia das Almas estocados em Dezembro 2006.
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