16 de Outubro de 2005

Última parada

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Pormenor

SOBRE COMO O MONASTÉRIO RETOMOU AS SUAS ATIVIDADES • DA VIAGEM • SENTIMENTOS DE GRATIDÃO

Com uma decorosa matinal ecoando docilmente pelos gramados molhados, o Monastério de São Brabo retomou oficialmente suas atividades na manhã deste domingo, depois do rigoroso jejum de três semanas da Cordelorum Expeditione.

Sobre a viagem em si terei muito ainda a dizer nas semanas que seguem, por isso pouparei por enquanto de qualquer detalhe o leitor impenitente da Bacia, talvez já exaurido da recente monomania do cordel. Bastará que se diga que, no que diz respeito ao que nos propomos fazer, a Expedição foi um retumbante e uníssono sucesso – e continuará, estou certo, a se mostrar frutífera em áreas e projetos individuais e conjuntos cuja natureza não sou capaz ainda de discernir.

Se estou cansado da viagem? Sim. Não. Garantem-me o Julian e o Ivan que nada mais será como era depois da Expedição Cordel e às vezes creio inteiramente neles, mas não sou capaz de dizer ainda de que forma e em que sentido. Interessam-me ainda as pessoas mais do que qualquer coisa, tanto os romeiros e cavaleiros que conheci no percurso quanto os fidelíssimos escudeiros que protegeram na minha ausência a integridade da Bacia.

Como sempre e em todas as coisas, nenhum sentimento convém mais do que a gratidão.



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