25 de Janeiro de 2005

Sinergia individual

Investigado por   Paulo Brabo

 

Estocado em Quase Ciência, Sociedade

O Ivan pode até argumentar que o coletivo não conhece nem pode conhecer a realidade, mas novas e surpreendentes pesquisas, divulgadas por James Surowiecki no seu livro The Wisdom of Crowds [A Sabedoria das Multidões] (2004), indicam que com freqüência as multidões podem ser mais inteligentes do que os indivíduos.

“Em um dos experimentos”, conta o artigo de Michael Shermer em que fiquei sabendo sobre o livro, “pediu-se aos participantes que estimassem o número de jujubas dentro de um vidro. A média do grupo foi 871, apenas 2.5% distante da marca real de 850. Apenas um dos 56 indivíduos chegou mais perto”.

Este exemplo basta para deixar claro que há uma pegada. Para serem inteligentes, as multidões devem ser autônomas, descentralizadas e cognitivamente diversas. Basta reuni-las debaixo de um guarda-chuva comum para que elas deixem de agir de forma inteligente.

Para serem inteligentes, as multidões devem ser autônomas, descentralizadas e cognitivamente diversas.

Resumindo, o Ivan permanece certo. Muitas cabeças pensam melhor do que uma, desde que não sentem juntas para discutir o assunto.



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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