02 de Janeiro de 2005

O quebrar dos vasos

Submetido a voz de prisão por   Paulo Brabo

 

Estocado em Fé e Crença, Goiabas Roubadas

Porém se a verdade, pura, abstrata e livre de todo amálgama mítico, permanecerá para sempre inalcançável, até mesmo para os filósofos, podemos compará-la ao flúor, que não pode ser isolado, mas aparece sempre em combinação com outros elementos. Ou, para usar uma analogia menos científica, a verdade, que é inexpressível a não ser através do mito e da alegoria, é como a água, que pode ser carregada apenas em vasos. O filósofo que insiste em obtê-la pura é como o homem que quebra o jarro para obter a água. Essa é, talvez, a analogia precisa.

Demófeles, no Diálogo Sobre a Religião de Arthur Schopenhauer

Leia também:
A verdade e sua metáfora
A comprovação da Arte



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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