
Com um abraço fraternal (que pode ter sido o nosso primeiro) recebeu-me na rodoviária de Bauru meu querido colega de escola Paulo Henrique, de Redimido pela amizade. Fazia vinte e dois anos que não nos víamos.
Embora eu tenha voltado dessa visita trazendo muitas histórias e lembranças e fotografias, algumas das quais planejo dividir oportunamente, o que de fato aconteceu emoldurado entre esse abraço e o ainda mais longo e emocionado abraço de despedida que trocamos na noite do dia seguinte é espiritual, pessoal e sacrossanto demais para ser diminuído em palavras.
Quando começo a duvidar que o universo é, de algum modo que não posso compreender, um lugar essencialmente bom, um lampejo de lealdade brilha na noite mais escura. Depois que dei às costas àquele último abraço na rodoviária, o Paulo em pé ao lado do carro, a Ana apaziguando o Thiago e o Leonardo no banco de trás, não voltei-me novamente para dar aquele esperado último aceno, porque não queria que eles vissem que eu estava chorando.
Eu chorava, naturalmente, de gratidão. A visita de dois dias havia deixado abundamente claro o que eu no íntimo já intuía: o Paulo permanece absolutamente leal – não apenas à nossa amizade, mas ao seu caráter.
Nem tudo morre.



Paulo [Bauru]
É isso aí, meu velho amigo.
Nem tudo morre.
Serviremos “ostras” da próxima vez.:smile:
Bony Chiarelli
Amizade é realmente um tesouro com mapa bem legível.
Lendo estes textos do Brabo sobre amizades e “candy memories” faz-me pensar no eterno Eduard Henry Lui. Não nos vemos a meses, nem ao menos trocamos informações como antigamente – situações desta vida selvagem nos levaram a pontos bem opostos.
“Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar”
Com saudades,
Bony