
Mesmo antes que Hollywood deslanchasse o seu competente ministério de propagação do Evangelho Americano, o ilustrador Norman Rockwell já pintava uma deliciosamente idealizada imagem dos Estados Unidos – uma imagem tão contundente que ficou impregnada em gente que nunca pisou por lá.
As pinturas de Rockwell, que (não se iluda) já eram nostálgicas quando foram pintadas, celebraram e solidificaram temas que se tornaram ícones do ideal norte-americano – a liberdade de expressão, o jantar de Ação de Graças, a glorificação do trabalhador, a vida familiar, o Papai Noel que mais tarde seria da Coca-Cola e os heróis anônimos, para citar apenas alguns.
Não há, de certa forma, como não curtir Rockwell. O que mais gosto nele é talvez o pseudo-realismo sutilmente estilizado, que fica denunciado em detalhes como as costas impossivelmente largas deste policial.
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