Há dois ou três anos, numa única folha de papel, criei e eu mesmo assassinei o Manifesto Enganismo – um movimento literário poético baseado na aliteração de tom e de significado.
manifesto enganismo
enganando mando
menaneando unismo
meneando dando
envelheço moço
cabeceando cismo

ossada africana
ananias assando nada
sendo ananás na saia dada
manada, nada mesmo ossia
assim saía ossada
assadavia moço, saindo
disso onismo
manadadisso
na África

grade dual
duval maval velando
mela momentando sando
a velha aval
bural saindo
argumentando
grade ardendo
calafeto coletivoandaime
argo, gado, porteira
porteiro brando

infoesia
flordapele
crestaroxanareiazul
dordesono
docearrepenapiordashipóteses
soamauditojáquisma’doeu
ororri
ororreu

história do homem que não morreu
a’doing
a’checking
a’mazing
a’4000 feet
folheando no assento o ultimo libro
la diccione de de chirico
la duda de da vinci
la muerte del detective
la matrix de las matrices
de los hombres que non morrieron
mayday
malmequer
dentre tantos dear passengers solamente
uno
sobreviviò
salvou-se
lavou-se
casou-se
discursou-se
arrependeu-se
tatuou-se
e alfin
muriò.



Alice
TOTAL PAULO!
Gostei demais da liberdade poética.
Beijos:palmas: .
Bony
Nota dez!
Parabéns, Paulo Parsons…