16 de Junho de 2005

CANÇÃO DA MORTE DO TEATRO

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Goiabas Roubadas

Julian Crouch

THE SONG OF THE DEATH OF THEATRE

The boy who sang our sweetest songs has gone.
His papier mache angel wings now torn
Those clear falsetto harmonies went wrong
And now he chases sweethearts through the corn.

The greatest of our comics has grown old
The pratfalls now are through the tavern door
His pulchinello mask for drink was sold
His best routine’s now pissing on the floor.

Our leading man who touched the hearts of all
And drew applause for every hero’s death
Cannot get up to make the curtain call
But slumps for real and gasps his final breath.

So theatre’s dead, it is no more,
Let’s drop the backdrop to the floor,
We’ll wrap him up and dump him at stage door.

Our theatre’s dead, it bumped its head,
And now they’re writing plays instead,
The last to leave please gently close the door.

CANÇÃO DA MORTE DO TEATRO

Partiu o garoto que cantava nossas mais doces canções
Sua asa de papier machê partida no chão jaz
Suas límpidas harmonias de falsetto erraram de tom
E ele agora persegue amores pelos milharais

O maior dos nossos comediantes envelheceu
Suas piruetas são hoje pela porta do bar
A máscara de polichinelo ele negociou e bebeu
Sua melhor esquete é hoje, onde for, mijar

Nosso ator principal, que os corações de todos tocou
E arrancou aplauso a cada morte de herói
Não consegue se erguer para o aplauso usual
Mas cai de verdade e dá seu suspiro final

O teatro morreu, acabou
Deixe-se o pano de fundo cair
Amarrem e joguem na coxia silente

Nosso teatro morreu, bateu a cabeça
Hoje o que se escreve são peças
O último a sair feche a porta, encarecidamente.




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