Bernard Charbonneau, comparsa de Jacques Ellul no sensatíssimo movimento anárquico-cristão que agitou a Europa no início do século XX, desconfiava como Tolkien dos efeitos da tecnologia sobre a produção, o meio ambiente e a sociedade.
Porém, exatamente como Tolkien, Charbonneau e Ellul não eram ingênuos de acreditar que a principal afronta do progresso tecnológico era contra a paisagem.
“É precisamente isso que distinguía Ellul de todos os totalitaristas, panteístas e naturalistas daquele tempo”, diz Charbonneau. “Minha idéia – embora tenha sido inteiramente mal compreendida pelos ecologistas – é que o progresso não é uma ameaça à natureza, mas à liberdade”.
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