Quando mencionei a primeira virtude que abandonei, há alguns meses atrás, fiquei logo tentado a mencionar a segunda, mas sabia que seria mais prudente aguardar a publicação deste livro.
Para entender a segunda virtude falha de caráter da qual abri mão, é necessário um livro inteiro: O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Mannigan, publicado recentemente pela Editora Mundo Cristão, com tradução deste que vos fala.
“Dito sem rodeios: a igreja evangélica dos nossos dias aceita a graça na teoria, mas nega-a na prática. Dizemos acreditar que a estrutura mais fundamental da realidade é a graça, não as obras mas nossa vida refuta a nossa fé.”
O assunto de Mannigan é o impensável, inconcebível, inengulível escândalo da graça. O Deus do evangelho, resume o autor em determinado momento, é o único Deus conhecido pelo homem que comete a falta de decoro profissional de amar os pecadores. “Falsos deuses criados pelos homens desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus ama a todos, não importa o que façam. Isso é naturalmente incrível demais para aceitar”.
Para o cristão impenitente, há apenas dois livros cuja leitura posso de fato recomendar fora a própria Bíblia: O Jesus Que Eu Nunca Conheci, de Philip Yancey, e O Evangelho Maltrapilho de Brennan Manning. Indispensável e inesperada luz para os desgastados caminhos de Jesus e sua graça.
A primeira virtude que abandonei foi a minha obsessão de agradar as pessoas. A segunda, minha obsessão de agradar a Deus.
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