31 de Maio de 2005

A Bacia das Almas

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Gírias e Falares

Milênios atrás alguém perguntou num comentário a origem da expressão “Bacia das Almas”. Como se sabe, a expressão é uma goiaba que roubei do meu pai por achar evocativa, ambígua e nostálgica – não porque sabia exatamente o significado. Esses dias achei na internet uma explicação tão boa quanto a que não pude dar naquela ocasião.

BACIA DAS ALMAS – do Latim baccinun animae. As almas, sendo imateriais, incorpóreas e incolores, não ocupam lugar. Elas nunca estão, elas são. Já o baccinun era, naqueles tempos em que o latim era obrigatório porque os bárbaros ainda não haviam inventado o inglês, um lugar no qual eram depositados os objetos/as coisas a serem guardados. Havia um baccinum para cada finalidade, obedecendo a formas, tamanhos e, sempre que possível, cores diferentes, a fim de que um baccinun destinado ao coccinare não viesse a ser usado, antes, como urinol. E vice-versa (convenhamos, mais versa que vice).

Ora, dizer “leve esse objeto à bacia das almas”, como é fácil perceber, significava “vá pentear macacos” ou “vá ver se eu estou na esquina”.

A internet costuma ser mais interessante do que acurada, então não acredite assim com todas as letras.

Se você souber uma origem mais fundamentada ou engraçada para a expressão, mande que a Bacia publica. Assim na cara dura.



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