Manuscritos estocados em Dezembro do Anno 2005 de Nosso Senhor
16 de Dezembro de 2005

Um piano ao cair da tarde

Jurássicas

Um dos setecentos desenhos que fiz nas tardes de lazer da SK Propaganda, há coisa de mais de dez anos. Atenção para o logotipo da construtora Cidadela, que atendíamos naquela época e que hoje não existe mais – talvez por nossa culpa.

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Obrigado, Bart Simpson, por me mandar por essa e outras jurássicas por e-mail.

15 de Dezembro de 2005

Dois bebês

Goiabas Roubadas

  • Todos que acreditam em psicocinese levantem a minha mão.
  • Você não pode ter tudo. Onde você ia colocar?
  • Eu mataria por um Nobel da Paz.
  • Eu quase tive uma namorada vidente mas ela me largou antes de me conhecer.
  • Como é que você sabe dizer se a tinta invisível acabou?
  • Defenda as bactérias – elas são a única cultura que algumas pessoas tem.
  • Se a Barbie é tão popular, porque a gente tem de comprar amigos pra ela?
  • Águias podem cruzar as alturas, mas fuinhas não são sugadas para dentro de turbinas de aviões.
  • Eu costumava ter mente aberta mas meu cérebro ficava caindo.
  • Se não der certo na primeira vez, destrua todas as evidências de que você tentou.
  • Experiência é uma coisa que você não tem até precisamente depois de precisar dela.
  • Para cada ação há uma crítica igual e oposta.
  • A dureza da manteiga é proporcional à maciez do pão.
  • Segunda-feira é um lugar deprimente para se passar um sétimo da vida.
  • Quanto mais cedo você ficar atrasado com suas responsabilidades, mais tempo de sobra vai ter para correr atrás do prejuízo.
  • Se tiver de escolher entre dois males, escolha um que nunca cometeu antes.
  • Faça planos para ser espontâneo amanhã.
  • 42,7% das estatísticas são inventadas na hora.
  • Minha teoria da evolução é a de que Darwin era adotado.
  • “Você dormiu bem?” “Não, cometi um erro ou dois.”
  • Eu estava indo a 140 Km/h e o guarda me parou. “Você não sabe que o limite de velocidade é 110 quilômetros por hora?” “Sei, seu guarda, mas eu não ia ficar na estrada todo esse tempo.”
  • Metade das pessoas que você conhece está abaixo da média.
  • Ontem eu disse a uma galinha que atravessasse a rua. “Por quê?”, ela perguntou.
  • Fiz um curso de espera dinâmica. Agora consigo esperar uma hora em dez minutos.
  • When I die I’m going to leave my body to science fiction.
  • Tenho uma secretária eletrônica no carro. Ela diz: “Estou em casa agora. Deixe uma mensagem e eu retorno a ligação quando sair”.
  • Dois bebês nasceram no mesmo dia e no mesmo hospital. Ficaram ali deitados olhando um para o outro. Suas respectivas famílias vieram e levaram-nos embora. Oitenta anos depois, por uma bizarra coincidência, estavam os dois deitados no mesmo hospital, em seus leitos de morte, um ao lado do outro. Um deles olhou para o lado e perguntou: “E daí, o que é que você achou?”
  • Pretendo viver para sempre. Até agora tudo bem.

Steven Wright

15 de Dezembro de 2005

Gifts

Ilustração

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My Christmas message to you is a short (less than two minutes) animation movie called Gifts. Click on the picture to play the movie.

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VERSÃO EM PORTUGUÊS aqui

14 de Dezembro de 2005

No donut for us

Pormenor

A Bacia tem se comportado de maneira estranha. Algumas páginas demoram mais de um minuto para carregar, outras carregam instantaneamente. Ainda não sei onde está o problema.

Agüenta aí.

Às 18h50 no mesmo dia

Eh-eh. Parece que voltamos à velha forma. À frente dobra espacial 5, senhor Scott.

14 de Dezembro de 2005

Filmes de confinamento

Pense comigo, Sociedade

Os filmes são os sonhos coletivos. Sem premeditação alguma, os filmes de cada época acabam refletindo as preocupações e ansiedades da sociedade naquele determinado momento.

Os anos 50 foram os anos dos filmes de monstro: Them!, The Beast from 20000 Fathoms, Tarantula, O Monstro da Lagoa Negra. Na esmagadora maioria dessas histórias, o gatilho que criava, despertava ou liberava o(s) monstro(s) era algum teste ou vazamento nuclear: projeção do medo da catástrofe nuclear sustentado pela Guerra Fria.

Os anos 70 foram os anos dos filmes catástrofe: Inferno na Torre, Tubarão, Aeroporto, Piranha, Terremoto, O Destino do Poseidon. São filmes em que “a natureza se volta” contra a sociedade pela qual é abusada: projeção do medo despertado pela consciência do esgotamento dos recursos naturais.

A recente discussão sobre o pessoal e o coletivo me fez refletir que os anos 2000 estão sendo (já a partir, talvez, do final dos anos 90) a época dos filmes de confinamento.

Matrix(1999), A Ilha(2005), O Show de Truman(1998), Cubo(1997), Jogos Mortais(2005), Quarto do Pânico(2002), O Náufrago(2000), A Vila(2004), O Terminal(2004) são todos filmes que descrevem as agruras de gente presa, conscientemente ou não, a um universo fechado de cujas retrições anseiam escapar. São filmes de confinamento, cujo conflito básico é a luta para sair. A mesma idéia aparece ainda em inúmeros shows contemporâneos de televisão, como os extraordinariamente bem sucedidos Big Brother(s) e a série de ficção científica Lost.

Não sei como interpretar esses novos sonhos coletivos; por que a nossa nova obsessão com o confinamento? Talvez tenhamos finalmente intuído os limites da Terra: que o planeta não é de modo algum inesgotável, mas pode ser vasculhado num único arrastar de mouse do Google Earth. Talvez estejamos preocupados com as ameaças contemporâneas à privacidade. Talvez os filmes de confinamento sejam projeções da nova escravidão e da inédita liberdade que nos proporcionam a experiência da internet.