Manuscritos estocados em Agosto do Anno 2005 de Nosso Senhor
25 de Agosto de 2005

We Are Not Evil

Grandes Navegações

MAGNATUNE – cujo slogan é, apropriadamente, Nós Não Somos do Mal – é o selo de uma inovadora distribuidora digital de música . Ao contrário das gravadoras convencionais, a maioria das quais ainda luta contra a maré e morre de medo das possibilidades de distribuição da internet, a MAGNATUNE disponibiliza álbuns completos de seus artistas para serem ouvidos na íntegra para quem tem acesso a internet.

A música no sáite da MAGNATUNE é quase shareware – aquele tipo de transação em que você só paga se curtir mesmo o produto e depois de experimentá-lo e colocá-lo à prova. Você pode ouvir online todas as faixas de todos os álbuns disponíveis quantas vezes quiser – e só paga se eventualmente quiser baixar as músicas para ouvi-las offline no seu computador.

Não se acham muitos nomes famosos na lista de artistas da distribuidora, mas a música é de qualidade surpreendente e em diversos estilos: Clássica, New Age, Eletrônica, Rock, Jazz & Blues, World Music e Metal/Punk. Para conferir, é só clicar – não é preciso preencher registro nem formulário algum.

Para ouvir qualquer álbum da MAGNATUNE no seu Media Player, escolha o gênero na página principal, escolha um artista e um álbum e clique em play hifi (ou, se quiser ouvir em menor qualidade de áudio, lofi). Para ouvir faixa por faixa, clique em details. Naturalmente, você deve estar conectado na internet para que o seu Media Player receba as músicas em transmissão contínua, já que elas não serão baixadas para o seu computador.

INDICAÇÕES (para ouvir basta clicar nos links)

MÚSICA CLÁSSICA
Quem curte música clássica como eu não pode absolutamente deixar de ouvir este coral celestial de Rachmaninov, este Allegro animato de uma sonata de piano e violino de Grieg e este movimento de uma peça para solo de violoncelo de Bach.

WORLD MUSIC
Solace – Khatar

ELECTRO-POP
Artemis – Fountain of Life

GOTHIC DARKWAVE HARD-EDGE ROCK
Hybris – The First Words

DARK CLASSICAL ROCK CROSSOVER WITH AN OPERATIC TWIST
Sibelian – Dew Upon Your Lips

Ou ainda – escolha você mesmo.

24 de Agosto de 2005

No Estilo de Rockwell - CUIDADO TINTA FRESCA

Ilustração

De vez em quando alguém pede para me ver fazendo uma pintura do começo ao fim. Não creio que adiante muito, porque a cada vez o trajeto que faço é diferente, mas pode talvez satisfazer a curiosidade de alguém.

Aqui vão então alguns passos de uma pintura digital que estou fazendo no Painter, no estilo de Norman Rockwell. Ainda não está pronta; quero atualizar esta página à medida que prossigo. Clique nas miniaturas para ampliar.

22 de Agosto de 2005

O caso do brasileiro que mataram em Londres

The Net

Clique para ampliar Clique para ampliar

Indignado com todas as temeridades do caso do brasileiro morto pela polícia de Londres, e (como se vê) já influenciado pela peculiaríssima identidade visual da literatura de cordel, meu amigo britânico Julian fez estas dias duas xilogravuras digitais em memória de Jean Charles.

Clique nas imagens para ampliar.

21 de Agosto de 2005

MEUS PRIMEIROS E ÚLTIMOS SONETOS: Ó Patria Amada

Documentos, Família

Achei há algum tempo, soterrado numa caixa, um antiqüissimo caderno de “charadas, poesias, histórias e piadas” com meu nome – sem data, mas de quando eu deveria ter cerca de dez anos de idade. Neste caderninho estão, descobri, alguns dos primeiros e talvez os últimos sonetos que escrevi. Separei uma ou duas dessas lamentáveis memoráveis experiências para deixar aqui na Bacia. continue lendo >

19 de Agosto de 2005

Padre Nosso do Imposto

Politica

Nunca se viu tanto imposto
Num país como esse nosso
Cobra-se até de quem reza
Padre Nosso.

Nos falta calçado e roupa
Quem compra mais um chapéu?
Acode-nos, pai da pobreza
Que estás no céu.

Olhe que o pobre matuto
Que vê o milho encostado,
Não pode guardar nem um dia
Santificado.

Carne fresca e toucinho
O pobre matuto não come,
Ainda que, o que ele implore
Seja o vosso nome.

Meu Deus! Temos esperança
Só no socorro de vós,
Fazei que um bom inverno
Venha a nós.

De rato, lagarta e formiga
Vos pedimos, defendei-nos
Imploramos todos os dias
Ao vosso reino.

Livrai-nos que contra nós
Caia a ira do prefeito
E o mercado da cidade
Seja feito.

Fazei que caia o imposto
Da municipalidade
Mas, queira Deus eles façam
A vossa vontade.

O estado nos oprime,
O município faz guerra,
Nunca se viu tanto imposto
Assim na terra.

Queixa-se o povo em geral
Que vive como tetéu
E o governo vive aqui
Como no céu…
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