Outro dia (na última quinta-feira, quando um tornado atingiu o Monastério, com raios, granizo e um pico de energia que fritou dois aparelhos de telefone, o modem roteador e a placa-mãe do meu PC; o dia em que eu e o Ivan tivemos que fazer outro caminho para Curitiba porque o vento e a chuva haviam acabado de derrubar um imenso eucalipto no meio da estrada; o dia em que perguntei ao Arthur “o que o papai está fazendo com os olhos?” – o Hélio estava erguendo e baixando as sobrancelhas – e ele respondeu “vendo eu”) a Carol comentou comigo e com o Ivan que acha muito diferença entre o nosso jeito de conversar pessoalmente e o nosso jeito de escrever na Bacia. “Não dá pra reconhecer que são as mesmas pessoas”, ela disse.
Quando eu disse que num certo sentido profundo somos mais os caras que escrevem na Bacia do que os que ela conhece pessoalmente, ela não hesitou em dizer que prefere os que ela conhece pessoalmente.
Já pensou, caro leitor que não nos conhece pessoalmente, o quanto está perdendo?




