A vida de cada homem gira sempre em torno de um único período de tempo, um período circunscrito no intervalo de poucos meses, que define para sempre quem somos e o que iremos fazer. Tudo que acontece antes ou depois é avaliado e observado a partir da perspectiva dAqueles Dias. De certa forma, nada mais acontece na vida de uma pessoa, a não ser o que acontece nAqueles Dias. O que veio antes é um breve prólogo; o que vem depois é, na pior das hipóteses, uma longa e elaborada nota de rodapé; na melhor, um pungente álbum de fotografias. Para uns poucos, a vida inteira é uma homenagem, uma intensa celebração Àqueles Dias.
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Sinto-me jovem o bastante para ter ainda de medo de parecer piegas, e O último Adelfi é sem dúvida alguma a coisa mais piegas que já escrevi. É apenas tremendamente sincero, e é só isso que me leva a tomar coragem e levantar este conto das minhas coisas que creio não vale a pena publicar.
Tudo no conto é verdadeiro, inclusive minha evidente admiração pelo assunto e pelo protagonista – exceto, que eu saiba, o encontro entre Rui e a fictícia Clarice. Se você ainda não viu o documentário Senta A Pua, sobre a participação da FAB na Segunda Guerra Mundial, procure ver.
Troquei alguma correspondência com o Rui alguns anos atrás depois de ler o seu pungente Senta A Pua (o livro). O cara é gente finíssima, ainda mais que o documentário consegue mostrar.
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