23 de Julho de 2004

O tempo não apaga

Fermentado por   Paulo Brabo

 

Estocado em Família

A frente (que na verdade era os fundos) do sobrado em que morávamos em Bauru.

A foto foi tirada recentemente pelo Paulo Henrique.

Ver de novo uma imagem do velho sobrado despertou em mim uma multidão de memórias (minha irmã dormindo naquele quarto de janela aberta depois de chegar do Objetivo, ouvir Crying e Superfantástico e We Are The World na única rádio FM da cidade, rascunhar histórias de ficção científica na máquina de escrever do pae, meus amigos de rua, os gêmeos Sérgio e Sílvio, que moravam na transversal), mas pode ser mais interessante ouvir as lembranças despertadas no próprio Paulo quando visitou o lugar esses dias para tirar a foto.

Indo até o sobrado me lembrei de ter entrado uma vez em sua casa, talvez para estudarmos juntos, e ter visto algo conectado em seu telefone e, então perguntei o que era, e você me respondeu que era para gravar a voz de sua irmã que estava, creio eu, em Curitiba, achei o máximo aquilo. Interessante também é o fato, de eu não ter muito talento para desenhos e, quando tenho que desenhar alguma coisa, por algum motivo, sempre desenho o BIDU – um cachorrinho que aprendi (copiei) com (de) você.

Lembrança, meu amigo, que o tempo não apaga.



Inquisição


Arquivos


Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
Lista de entrega

Clique aqui para receber o conteúdo da Bacia por e-mail