Fritz Haber, o zeloso cientista alemão precursor da guerra química, foi destituído da sua posição no Instituto Kaiser Guilherme assim que Hitler assumiu o poder como chanceler, em 1933. O motivo: apesar de seu fervor de décadas no esforço de equipar a máquina militar alemã, apesar da sua inquestionável competência, apesar de ter aberto mão da religião judaica em favor do cristianismo “aprovadamente” alemão – para Hitler e sua máquina Haber era basicamente judeu.
Haber, profundamente chocado e entristecido por não ser mais considerado digno do nome “alemão”, em favor do qual lutara por toda a vida, foi obrigado a deixar o país. O racismo obstinado de Hitler levou a Alemanha a perder uma infinidade de cientistas judeus para outros países, incluindo gente como Einstein, Franck, Hertz, Shrödinger, Hess, Debye, Stern, Bloch, Born, Wigner, Bethe, Gabor, Hevesy e Herzberg – isso só para citar os que haviam ganho um prêmio Nobel.
Haber, cuja esposa havia se suicidado em protesto à colaboração dele no uso militar de agentes químicos, morreu logo em 1934, na Suíça, antes que pudesse assumir uma posição que havia granjeado na Universidade Hebraica da Palestina.
Uma árvore que havia sido plantada nos jardins do Instituto em homenagem ao seu aniversário de sessenta anos foi também arrancada, como que para apagar do território alemão qualquer possível lembrança dele.
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O Instituto Kaiser Guilherme leva hoje em dia o nome de Fritz Haber.




