“Se eu te fiz esta pergunta”, disse eu, “foi porque me pareceste não prezar muito as riquezas; e fazem-no geralmente aqueles que não as adquirem por si. Os que as granjearam pessoalmente estimam-nas o dobro das outras pessoas. Tal como os poetas amam os seus próprios versos, e os pais os filhos, assim também os homens de negócios se interessam pelas suas riquezas como obra sua, e também devido à sua utilidade, como os demais. Por isso, é difícil o convívio com eles, pois nada mais querem exaltar senão a sua riqueza”.
Sócrates, na República de Platão
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