11 de Outubro de 2004

Abraão olhando o céu

Fermentado por   Paulo Brabo

 

Estocado em Goiabas Roubadas, The Net

Manuel Anastácio

São incontáveis como as estrelas
As estradas e as pedras,
As alheiras
E as fogueiras.

Incontáveis as gerações
Que viram Um
Na promessa de muitos…

Avaros das suas recordações
Incontáveis
Registadas
No ter e haver
Do destino comum
Da senda dos exércitos e nações.

Porque são incontáveis os caminhos,
Os quadrantes e pergaminhos
Onde os compassos riscaram,
Na cabala das costas
E Oceanos,
A única rota que resta
Para dar paz aos nossos anos.


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Manuel Anastácio é um poeta português que freqüenta aqui a Bacia das Almas faz já algum tempo. Não sei muito sobre o gajo e não faço idéia de como ele me encontrou, mas sou grato. Quem quer que escreva poemas tão líricos como este merece minha atenção e minha admiração – não precisaria nem mesmo ser compassivo como se mostra o Manuel.



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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