14 de Dezembro de 2004

A perigosa prática da inoculação

Apresentado sem comentários por   Paulo Brabo

 

Estocado em Fé e Crença, Goiabas Roubadas

O supremo crime da igreja hoje em dia é que em todo lugar e em todas as suas operações e influências ela toma o partido da indolência mental; ela bane o cérebro, santifica a estupidez e canoniza a incompetência.

Folheie as páginas da história e leia o condenável registro da oposição da igreja a todo avanço no campo de toda ciência, até mesmo a mais remota questão teológica. Aqui está o clero escocês da metade do século dezenove denunciando o uso de clorofórmio [como analgésico] em obstetrícia, porque ele busca “evitar parte da maldição primeva contra a mulher”. Aqui está o Reverendo Edward Massey, pregando em 1772 em A Perigosa e Pecaminosa Prática da Inoculação [Vacinação], declarando que a enfermidade de Jó era provavelmente varíola; que ele sem duvida havia sido inoculado pelo diabo; que as enfermidades são enviadas pela Providência como punição pelo pecado; e que a proposta tentativa de preveni-las é uma “operação diabólica”.

Upton Sinclair, em Os Lucros da religião (1918)



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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