Era inevitável: fui ver Homem-Aranha 2.
David Bruce, de Hollywood Jesus, acredita que os filmes de cinema são poderosos profetas da cultura popular. A “ambição espiritual” dos filmes de Hollywood fica evidente em filmes como Homem-Aranha 2, que não passa de uma longa, tradicional e competente pregação pontuada de cenas de ação.
Eu, que recebi friamente o primeiro filme, chorei copiosamente em diversos pontos desse – em particular na cena que foi deliberadamente construída para tocar os fios de espiritualidade entranhados na cultura popular: uma cena que para mim representou o espírito da Paixão de Cristo de forma ainda mais contundente do que o filme de Mel Gibson.
Eu estava para escrever sobre isso quando encontrei o seguinte parágrafo de Mike Furches na sua resenha do filme no sáite Hollywoodjesus.com:
Há uma cena em que o Homem-Aranha escolhe sacrificar sua própria vida pelos outros. Nesta cena em particular somos lembrados do sacrifício de Jesus. Vemos um Salvador que decide arriscar sua própria vida pela vida de outros; ele chega a assumir uma postura de crucificação, com os braços estendidos. Ele é espancado, zombado, acusado e nocauteado, tem o seu corpo rasgado e machucado como se tivesse sido açoitado como Jesus, e ainda assim continua a oferecer sua vida pela salvação de outros. Na conclusão dessa cena as pessoas vêem o Homem-Aranha como ele verdadeiramente é. Elas passam o seu corpo sobre suas cabeças, sabendo que ele sacrificou-se por elas. As pessoas, que haviam a princípio se alegrado com a sua chegada porque viam a esperança de salvação que ele representava, choram diante de sua flagelação e aparente morte. Então, depois de uma cena de ressurreição, elas alegram-se novamente e tornam-se dispostas até mesmo a abrir mão de suas próprias vidas para sua proteção e cuidado. Elas de fato o amam, e são gratos pela salvação que ele proveu.
Agora vá ver o filme e não peques mais.




