O enigma de Páris, parte 1
Homens e Mulheres
Sobre a Guerra de Tróia, cabe deixar um esclarecimento.
O enigma da tragédia de Tróia não é entender porque dois exércitos se degladiaram por anos, ao custo de milhares de vidas, por causa de uma mulher – mesmo se tratando, nesse caso, da esposa de um dos reis envolvidos. Fato é que homem não precisa de desculpa alguma para guerrear, e para um macho guerreiro o rapto/fuga da esposa é caso clássico de honra perdida que nada como uma longa série de mortes para recuperar.
O enigma da tragédia de Tróia não é entender porque dois exércitos se degladiaram por anos por causa de uma mulher.
O verdadeiro mistério da história é porque Helena se deixou apaixonar por um pirralho, um pulha, como Páris. Essa sim, é a pergunta que não quer calar. As versões da lenda diferem: em algumas, Helena é seduzida e depois raptada pelo filho de Príamo; em outras, ela foge com ele de livre e espontânea vontade. A deusa Afrodite, em cujas graças Páris havia caído depois de escolhê-la como primeiro lugar num concurso de beleza, parece ter dado um empurrãozinho. Mesmo assim, fica a dúvida. O que uma mulher como Helena, que podia ter aos pés da sua cama o homem que quisesse, viu num cara fraco, sem tutano e sem graça como Páris?
A resposta diz muito sobre as mulheres, e traz todo o tipo de más notícias para o modelo clássico de homem.

