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PolíticaTraduzindo Borges ,,,,

Creio que eu e Julio Cortázar pro­fes­sa­mos visões políticas muito dife­ren­tes. Mas também creio que, no fim das contas, opiniões são a coisa mais super­fi­cial a respeito de qualquer pessoa.
Jorge Luis Borges

 

Ah, meu caro Borges! O que seria do mundo se ado­tás­se­mos a sua lucidez? Citado em Seven Con­ver­sa­ti­ons with Jorge Luis Borges, de Fernando Sorrentino.

Perdão e poder

Não é de estranhar que Jesus de Nazaré tenha se recusado a reduzir a virtude a um conjunto con­for­tá­vel de regras; não é de estranhar que ele tenha se negado fir­me­mente a indicar que a conduta do reino pudesse ser domada em normas ou esgotada pela obe­di­ên­cia passiva. Essas suas cautelas se enquadram de modo natural em seu projeto de rejeitar o uso de qualquer fer­ra­menta de mani­pu­la­ção e de poder. Legislar é poder, legislar é con­di­ci­o­nar, e nada está mais distante da postura que Jesus assumiu para si mesmo e sonhou para os seus amigos.

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Manuscritos ,,,,

Não é de estranhar que Jesus de Nazaré tenha se recusado a reduzir a virtude a um conjunto con­for­tá­vel de regras; não é de estranhar que ele tenha se negado fir­me­mente a indicar que a conduta do reino pudesse ser domada em normas ou esgotada pela obe­di­ên­cia passiva. Essas suas cautelas se enquadram de modo natural em seu projeto de rejeitar o uso de qualquer fer­ra­menta de mani­pu­la­ção e de poder. Legislar é poder, legislar é con­di­ci­o­nar, e nada está mais distante da postura que Jesus assumiu para si mesmo e sonhou para os seus amigos.

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Goiabas Roubadas ,,,,,,,,,

T. S. Eliot

 

O ciclo sem fim de ideia e ação,
Invenção sem fim, expe­ri­men­ta­ção sem fim,
Produz saber do movimento, mas não do repouso;
Conhe­ci­mento da fala, mas não do silêncio;
Conhe­ci­mento das palavras, e igno­rân­cia da Palavra.
Todo o nosso conhe­ci­mento nos leva mais perto da morte,
Mas uma pro­xi­mi­dade da morte em nada mais próxima de Deus.
Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhe­ci­mento?
Onde está o conhe­ci­mento que perdemos na infor­ma­ção?
Os ciclos celestes de vinte séculos
Nos trazem mais longe de Deus e mais perto do Pó.

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PINÇADA DOS ARQUIVOS:
Imagem é tudo

Antes da Expedição Cordel eu e o Julian só conhe­cía­mos a imagem projetada um do outro. Ai de nós, porque agora nos conhe­ce­mos pes­so­al­mente e não temos mais ilusões.

A imagem projetada do Julian era a do artista meio fora de centro cuja obra tendia ao deli­ci­o­sa­mente grotesco ; um homem que conhecia Neil Gaiman, morava no bairro de Sinead O’Connor e cuja fibra moral o levava a recusar trabalhos para a Disney; um diretor de teatro que uma resenha recente do New York Times havia descrito (com justiça, garantem-me tes­te­mu­nhas inde­pen­den­tes) como “um mestre do equi­lí­brio”.

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The Net

Antes da Expedição Cordel eu e o Julian só conhe­cía­mos a imagem projetada um do outro. Ai de nós, porque agora nos conhe­ce­mos pes­so­al­mente e não temos mais ilusões.

A imagem projetada do Julian era a do artista meio fora de centro cuja obra tendia ao deli­ci­o­sa­mente grotesco ; um homem que conhecia Neil Gaiman, morava no bairro de Sinead O’Connor e cuja fibra moral o levava a recusar trabalhos para a Disney; um diretor de teatro que uma resenha recente do New York Times havia descrito (com justiça, garantem-me tes­te­mu­nhas inde­pen­den­tes) como “um mestre do equi­lí­brio”.

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Goiabas Roubadas ,,,,,,,,,,,
«E curtir as coisas é ser como uma máquina?»

ANDY WARHOL. Alguém disse que Brecht queria que todo mundo pensasse da mesma forma. Eu quero que todo mundo pense da mesma forma. Brecht queria isso de algum modo através do comunismo. Mas aqui isso está acon­te­cendo espon­ta­ne­a­mente, sem a inter­ven­ção de um estado rígido. E se está fun­ci­o­nando sem qualquer esforço, porque não fun­ci­o­na­ria sem que nos tornemos comu­nis­tas? Todo mundo se parece entre si e age de modo seme­lhante, e estamos ficando cada vez mais assim. Eu acho que todos deveriam ser máquinas. Acho que todo mundo deveria curtir todo mundo.

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Manuscritos ,,,,,,,,,,,,,,,,,

A primeira coisa é você não enganar a si mesmo; e ninguém você engana com mais faci­li­dade do que a si mesmo.
Richard Feynman

 

Não enten­de­mos a realidade dire­ta­mente, mas inter­me­di­ada por discursos, pre­con­cep­ções e filtros – óculos ide­o­ló­gi­cos que deter­mi­na­das dis­ci­pli­nas chamam de modelos. Modelos con­cei­tu­ais explicam para nós a realidade mesmo quando não pensamos neles; na verdade, sua eficácia está ligada ao fato de que deter­mi­na­dos modelos nos parecem tão naturais que não requerem reflexão. Cremos que estamos olhando o mundo dire­ta­mente, e esque­ce­mos que estamos usando os óculos de deter­mi­nada ideologia.

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Fron­tis­pí­cio

Esta foi feita a partir do frontispício de Theodor de Bry para Americae Tertia Pars (1592) – o terceiro volume de sua série de Viagens, este inspirado pelas aventuras no Brasil de Hans Staden e Jean de Léry. Descriptio Morum & Ferocitatis.

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Ilustração ,

Esta foi feita a partir do frontispício de Theodor de Bry para Americae Tertia Pars (1592) – o terceiro volume de sua série de Viagens, este inspirado pelas aventuras no Brasil de Hans Staden e Jean de Léry. Descriptio Morum & Ferocitatis.

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1984Pense comigo ,,,

salmo/search?q=139

Google, tu me sondaste, e me conheces.

Conheces cada termo das minhas buscas, e sabes de antemão quais são as fotos que sou inclinado a clicar para ampliar; de longe entendes as minhas preferências.

Controlas as horas em que trabalho e as horas em que durmo, e registras todas as minhas atividades e percursos na vereda virtual.

Não havendo ainda feito nenhuma busca naquele dia, eis que logo, ó Senhor, sabes qual Google Adword inserir na minha barra lateral.

Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim o teu cookie.

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História da alocação de recursos no Brasil

Minha versão de uma gravura do século XVII. O original é o frontispício da História Natural do Brasil de Guilherme Piso.

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Em detri­mento

Li esta logo no comecinho de Seven Con­ver­sa­ti­ons with Jorge Luis Borges, de Fernando Sor­ren­tino, e não pude deixar de pensar em A barragem: porque algumas pessoas são curiosas o bastante para proteger-se da produção cultural da sua época:

Nasci em 24 de agosto de 1899. Fico feliz com isso porque gosto muito do século dezenove, embora possa ser dito em detri­mento do século dezenove que ele conduziu ao século vinte, que acho menos admirável.

Jorge Luis Borges

Traduzindo Borges ,,,,,

Li esta logo no comecinho de Seven Con­ver­sa­ti­ons with Jorge Luis Borges, de Fernando Sor­ren­tino, e não pude deixar de pensar em A barragem: porque algumas pessoas são curiosas o bastante para proteger-se da produção cultural da sua época:

Nasci em 24 de agosto de 1899. Fico feliz com isso porque gosto muito do século dezenove, embora possa ser dito em detri­mento do século dezenove que ele conduziu ao século vinte, que acho menos admirável.

Jorge Luis Borges

A Bacia das Almas aparentemente não tem base para fazer essas afirmações.


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